Ana sempre foi muito arteira. Sempre gostou das letras, mesmo quando não sabia o que elas significavam, ela as ficava admirando. Imaginando como deveria ser bonito saber ler e escrever. Como era possível que aquele monte de desenhos aparentemente sem sentido pudessem permitir que alguém entendesse alguma coisa? Mas era incrível, bastava seu pai rabiscar um papel e lá saía o pedreiro com um belo sorriso.
É verdade que nem sempre as coisas saíam como o esperado. Aqueles rabiscos que todos rabiscavam igual, ou quase igual, nem sempre faziam as pessoas rirem, outras vezes elas choravam e ela chegou até mesmo a ver um vizinho ficar com raiva depois de olhar aqueles desenhos.
Ela cresceu, aprendeu que aqueles desenhos eram letras e que elas serviam para COMUNICAR, para escrever.
Quando descobriu a biblioteca, Ana amou ainda mais as letras. Elas vinham acompanhadas de desenhos que a ajudavam a entender o que as letras estavam tentando contar. Isso a deixou muito animada. Ela aprendeu, também, que quando havia muitas letras juntas, tantas que era impossível contar quantas, a isso davam o nome de texto e que muitos textos reunidos em um caderno poderiam receber o nome de livro.
Antes de terminar a primeira série, já tinha lido todos os livros para a sua idade da biblioteca. Ao contrário das outras crianças de sua idade, sempre que Ana tinha um tempo livre, ela ia para a biblioteca em vez de ir brincar no parque.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
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